Essa mesma sensação identificamo-la ainda mais dispersa. Em Reggio Emilia, um edifício com mais de quatro séculos deixa que a sua história permaneça. Em Afife, o antigo Convento de Pedro Homem de Mello revela uma quinta que abraçou a cultura que lhe deu origem, permitindo-nos, por instantes, escolher a que época queremos pertencer. No Alentejo, a Casa no Tempo reconhece beleza naquilo que decide não acrescentar. Em Quioto, Kiraku Tei recorda-nos que a contenção é a forma mais eloquente de expressão.
Também a relação com o território trouxe-nos respostas. No México, um lugar que se deixa envolver pelas copas das árvores. Já na China, são os pássaros que habitam a arquitectura. Ainda não satisfeitos, partimos até Veneza. Entre imensos artesãos e objectos vindos de diferentes partes do mundo, fez-se luz na Homo Faber 2026. Uma experiência que se estendeu a diferentes encontros: da beleza como acto de resistência, em The Only True Protest Is Beauty, da Dries Van Noten Foundation, ao universo de Fortuny e Chahan Minassian. Numa cidade onde o tempo detém outra cadência, compreendemos que, na era da tecnologia e da inovação, o bem-fazer artesanal será das poucas coisas insubstituíveis.