Attitude 127: Love

  • Mais Amor Por Favor. (Ygor Marotta, 2009)
    Quando decidimos o tema para esta edição, este foi o slogan que logo me ecoou na memória. Como um manifesto necessário, que desperta. Não pelo cariz poético, mas que surge da intenção de salvaguardar o que de bom nos une. Pelo que o mundo atravessa, entre divergências e interesses mais ou menos políticos, o amor urge. Nas mais diversas formas, cores, gestos ou sabores. Para intensificar este mote, vem a brisa do novo ano, envolta no arrepio de Janeiro, que é sempre um limiar: um intervalo suspenso entre aquilo que deixámos para trás e aquilo que ainda não sabemos dar nome. A cada passagem de ano, invade-nos uma sensação de recomeço, um território onde tudo é possível: um respirar fundo, um abrir de portas, um olhar renovado para aquilo que nos move. E é por isso que nesta primeira edição de 2026 escolhemos iniciar com um tema que atravessa, transforma e ilumina tudo o que fazemos: LOVE.
  • Já dizia Bell Hooks, no seu tão conhecido livro Tudo Sobre o Amor: “O amor é o que o amor faz. Amar é um acto da vontade – isto é, tanto uma intenção quanto uma acção. A vontade também implica escolha. Nós não temos que amar. Escolhemos amar”. E nós escolhemos não o amor idealizado, mas o amor como gesto e atitude, como presença, como forma de olhar o mundo. O amor que se revela na construção – paciente, exigente e bela – da vida que queremos viver.
  • Começar o ano a falar de amor é começar pelo princípio certo. É relembrar que cada escolha estética é também emocional. Que não procuramos apenas espaços – desenhamos experiências. Não nos satisfazem apenas objectos – queremos significado. E não seguimos apenas tendências – escolhemos aquilo que faz vibrar quem somos.
  • Entrámos no mundo de Omer Gilony, uma artista visionária que eleva o romanticismo de qualquer espaço numa celebração imersiva que respira sensibilidade e estética. Desafiámos o universo, ao desvendar o mais recente projecto de Luís Rebelo de Andrade – Átomos. Trazemos espaços, partilhas, entrevistas e arquitecturas que nos inquietam, moldamos a nossa intimidade, traduzida nas linhas e palavras que formam as próximas páginas, e deixamos o convite para entrar connosco num ano que queremos mais consciente, mais sensorial, mais nosso. E que este seja o ano em que nos apaixonamos – outra vez ou pela primeira vez – pela forma como tocamos a vida uns dos outros.

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