Esta edição tem, para mim, um sabor agridoce, em jeito de despedida. Marca o fim de um ciclo profundamente marcante e pessoal, feito de descobertas constantes e de encontros que deixaram uma impressão duradoura. Ao longo dos últimos anos, tive o privilégio de conhecer criativos de diferentes lugares, cada um com a sua forma singular de interpretar o mundo – e de o transformar. Foi também um mergulho no universo da arquitectura e dos interiores que se revelou mais do que um exercício editorial; tornou-se uma forma de estar. Aprendi a observar com mais atenção, a escutar com maior profundidade, a reconhecer o valor dos detalhes – aqueles que, silenciosamente, constroem a identidade de um espaço e de quem o habita. Através da Attitude, tive a oportunidade de entrar em muitos desses universos íntimos – porque cada espaço e cada casa são um mundo de experiências e de privacidade. E cada mundo traz consigo uma fusão única de memórias, referências, escolhas e emoções.