Fotografia: Anne Timmer
16 / 01 / 2026
Que estórias conta o avesso da sóbria fachada, que cores corroboram a densa trama, que enigmas escondem os excêntricos protagonistas?
Alexandra Novo conduz-nos por uma casa que poderia ser um livro, onde o design se torna tangível, os materiais se tocam, as gavetas se abrem e a imaginação floresce.
Nas margens do canal principal de Haarlem, o edifício de 1886 ergue-se em discreta monumentalidade. No interior, as divisões amplas com janelas altas, antigas lareiras e tectos ricamente ornamentados são a tela em branco para um dos mais ousados projectos dos designers Jeroen Stock e Leonie Hendrikse, a Stock Show Home. Sede do seu estúdio Stock Dutch Design, a casa é ainda a sua residência, onde vivem com os dois cães e os três filhos. São 500 m2 de narrativa emocional, reflexo de uma personalidade efervescente, aberta à partilha e à exploração.
O maior desafio foi criar fluidez numa área tão vasta. “Queríamos que os pisos estivessem ligados tanto na cor como na atmosfera, tons quentes foram misturados em toda a casa. Por exemplo, a madeira do primeiro andar é mais escura do que a do rés-do-chão, mas ambas pertencem à mesma família de verdes, pelo que a transição parece natural e harmoniosa.”, afirma Leonie. No piso térreo desenvolve-se o estúdio, área criativa com uma cozinha que liga directamente ao jardim. O primeiro andar dá início à área residencial onde a família cozinha, convive e relaxa. Neste piso há ainda um pequeno escritório para trabalho ou chamadas privadas, e é aqui que fica a sala de tecidos – prazer e trabalho misturam-se. O segundo e o terceiro andares albergam os quartos.
Nas margens do canal principal de Haarlem, o edifício de 1886 ergue-se em discreta monumentalidade. No interior, as divisões amplas com janelas altas, antigas lareiras e tectos ricamente ornamentados são a tela em branco para um dos mais ousados projectos dos designers Jeroen Stock e Leonie Hendrikse, a Stock Show Home. Sede do seu estúdio Stock Dutch Design, a casa é ainda a sua residência, onde vivem com os dois cães e os três filhos. São 500 m2 de narrativa emocional, reflexo de uma personalidade efervescente, aberta à partilha e à exploração.
O maior desafio foi criar fluidez numa área tão vasta. “Queríamos que os pisos estivessem ligados tanto na cor como na atmosfera, tons quentes foram misturados em toda a casa. Por exemplo, a madeira do primeiro andar é mais escura do que a do rés-do-chão, mas ambas pertencem à mesma família de verdes, pelo que a transição parece natural e harmoniosa.”, afirma Leonie. No piso térreo desenvolve-se o estúdio, área criativa com uma cozinha que liga directamente ao jardim. O primeiro andar dá início à área residencial onde a família cozinha, convive e relaxa. Neste piso há ainda um pequeno escritório para trabalho ou chamadas privadas, e é aqui que fica a sala de tecidos – prazer e trabalho misturam-se. O segundo e o terceiro andares albergam os quartos.
A linguagem expressiva e profundamente pessoal da intervenção assenta em três pilares que espelham a visão de Jeroen e Leonie: cores e padrões imprevisíveis, respeito pela memória do lugar e futuro sustentável traduzido na escolha de materiais e soluções pensados para envelhecerem graciosamente com a casa e com quem nela habita.


