Fotografia: Fernando Guerra | FG+SG
29 / 01 / 2026
Assinado pelo atelier Rebelo de Andrade, o projecto Átomos nasce do desejo de transformar a forma como nos relacionamos com o espaço e com a natureza.
Suspenso entre o real e o poético, o conjunto assume-se como uma casa-escultura, um corpo tridimensional que questiona os limites entre arquitectura, arte e filosofia, onde a luz, o som e o movimento tornam-se matéria viva, ampliando a percepção e convidando à pausa.
No coração de uma paisagem vinhateira, uma forma inesperada parece flutuar sobre o solo. Globos habitáveis que respiram com o pano de fundo, são três esferas cobreadas unidas como átomos em suspensão, desafiando a gravidade e as convenções arquitectónicas. É aqui que o “habitar” se transforma em experiência sensorial – uma casa que é também escultura, pensamento e substância viva. Concebido pelo atelier Rebelo de Andrade, Átomos surge do desejo de repensar a forma como habitamos o mundo. Mais do que um edifício – na verdade, um espaço de trabalho do proprietário da vinha ao redor –, este é um organismo poético que paira entre o real e o imaginário, um ensaio tridimensional sobre o equilíbrio entre natureza, arte e consciência, fundidos num só gesto. Para o estúdio de Luís Rebelo de Andrade, em cada projecto “há um participante silencioso – a paisagem – que exige um profundo entendimento e respeito pela sua presença e forma de manifestação”. E este é mais um exemplo da sua prática, que complementa a atmosfera envolvente com profundo respeito e harmonia, expressando “história e inovação, tradição e ecologia, fazendo da arquitectura uma arte única de superação”.
No coração de uma paisagem vinhateira, uma forma inesperada parece flutuar sobre o solo. Globos habitáveis que respiram com o pano de fundo, são três esferas cobreadas unidas como átomos em suspensão, desafiando a gravidade e as convenções arquitectónicas. É aqui que o “habitar” se transforma em experiência sensorial – uma casa que é também escultura, pensamento e substância viva. Concebido pelo atelier Rebelo de Andrade, Átomos surge do desejo de repensar a forma como habitamos o mundo. Mais do que um edifício – na verdade, um espaço de trabalho do proprietário da vinha ao redor –, este é um organismo poético que paira entre o real e o imaginário, um ensaio tridimensional sobre o equilíbrio entre natureza, arte e consciência, fundidos num só gesto. Para o estúdio de Luís Rebelo de Andrade, em cada projecto “há um participante silencioso – a paisagem – que exige um profundo entendimento e respeito pela sua presença e forma de manifestação”. E este é mais um exemplo da sua prática, que complementa a atmosfera envolvente com profundo respeito e harmonia, expressando “história e inovação, tradição e ecologia, fazendo da arquitectura uma arte única de superação”.
O conjunto arquitectónico, implantado em Setúbal entre vinhas e horizontes abertos, assume-se como uma metáfora da vida em diálogo com o lugar, erguendo-se como uma ode ao vinho e à celebração do próprio processo de vinificação – “a transformação da matéria em experiência, e do tempo em essência”.


