Fotografia: do mal o menos
23 / 01 / 2026
Sérgio Antunes (Lisboa, 1977) e Sofia Reis Couto (Porto, 1980) pensam e redesenham a forma de pertencer a um lugar.
A dupla de arquitectos, que colabora desde a faculdade – quando criaram o colectivo Kaputt! –, renovaram intenções e dinâmicas com a fundação do Aurora Arquitectos, em 2010. Por essa altura, o crescimento exponencial da reabilitação urbana definiu o foco de intervenção do atelier, resultado da oportunidade e depois do interesse crescente pelas tipologias construtivas históricas. Convertidos em mestres de uma tecitura poética feita de materialidade e memória, questionam o que está instituído para reinventar novas identidades e outros modos de sentir e de se relacionar com os edifícios. Mais do que a funcionalidade do programa, priorizam a simbologia dos rituais atravessada pelo significado de casa, templo e cidade. Cada corpo num espaço é uma narrativa singular que se eleva.
Alexandra Novo: O Sérgio e a Sofia conhecem-se desde a faculdade e dos tempos do colectivo Kaputt!. O que faz perdurar uma parceria ao longo dos anos? Quais os maiores desafios que enfrentaram juntos?
Aurora Arquitectos: Grande cumplicidade, complementaridade e semelhança na forma de colocar perguntas e desenhar respostas. O primeiro desafio foi criar e manter o atelier quando não existia trabalho, depois crescer e continuar a dedicar atenção a cada um dos projectos como se fosse o único e o último.
A.N. Qual o significado e a intenção da escolha do nome Aurora para o vosso atelier?
A.A. Vínhamos de um atelier chamado Kaputt!, que acabou também nos momentos mais duros de crise em Portugal. Queríamos manter um nome colectivo, independente dos nossos nomes. Aurora é o momento do lusco-fusco, o princípio de tudo, o momento onde tudo é possível.
A.N. Que aspectos desta área consideram convergir e aprofundar a vossa linguagem e filosofia?
A.A. A coisa mais interessante é o diálogo entre os diferentes tempos. Sendo esse diálogo não só de linguagem, mas também tipológico. Aquilo que se quer de um edifício do ponto de vista simbólico, construtivo, térmico ou social é completamente diferente de há 50, 100, ou 300 anos atrás.
Alexandra Novo: O Sérgio e a Sofia conhecem-se desde a faculdade e dos tempos do colectivo Kaputt!. O que faz perdurar uma parceria ao longo dos anos? Quais os maiores desafios que enfrentaram juntos?
Aurora Arquitectos: Grande cumplicidade, complementaridade e semelhança na forma de colocar perguntas e desenhar respostas. O primeiro desafio foi criar e manter o atelier quando não existia trabalho, depois crescer e continuar a dedicar atenção a cada um dos projectos como se fosse o único e o último.
A.N. Qual o significado e a intenção da escolha do nome Aurora para o vosso atelier?
A.A. Vínhamos de um atelier chamado Kaputt!, que acabou também nos momentos mais duros de crise em Portugal. Queríamos manter um nome colectivo, independente dos nossos nomes. Aurora é o momento do lusco-fusco, o princípio de tudo, o momento onde tudo é possível.
A.N. Que aspectos desta área consideram convergir e aprofundar a vossa linguagem e filosofia?
A.A. A coisa mais interessante é o diálogo entre os diferentes tempos. Sendo esse diálogo não só de linguagem, mas também tipológico. Aquilo que se quer de um edifício do ponto de vista simbólico, construtivo, térmico ou social é completamente diferente de há 50, 100, ou 300 anos atrás.
A.N. A que perguntas essenciais do vosso protocolo respondem os projectos Edifício Rosa e Edifício Mostarda?
A.A. São dois projectos muito particulares feitos em co-autoria com o atelier Furo. O Edifício Rosa é pombalino e escondia, por trás de uma fachada regular, um interior rico e diversificado fruto de sucessivas alterações. A pergunta era: “Como potenciar e expandir essa diversidade interior?”. Já o Edifício Mostarda é rigorosamente o oposto. O regulamento municipal impede os edifícios nesta localização de terem uma linguagem próxima da pombalina. A pergunta foi “Como fazer, então, um edifício respeitador do contexto pombalino que seja anti-pombalino na linguagem arquitectónica?”.
A.A. São dois projectos muito particulares feitos em co-autoria com o atelier Furo. O Edifício Rosa é pombalino e escondia, por trás de uma fachada regular, um interior rico e diversificado fruto de sucessivas alterações. A pergunta era: “Como potenciar e expandir essa diversidade interior?”. Já o Edifício Mostarda é rigorosamente o oposto. O regulamento municipal impede os edifícios nesta localização de terem uma linguagem próxima da pombalina. A pergunta foi “Como fazer, então, um edifício respeitador do contexto pombalino que seja anti-pombalino na linguagem arquitectónica?”.


