• Maison Mattelin

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Fotografia: Tijs Vervecken 
16 / 04 / 2026
Situada sobre o icónico Citadelpark em Gante, a Maison Mattelin é mais do que um simples apartamento; é uma narrativa arquitetónica que funde o respeito pelo património com uma visão contemporânea ousada.  
Este duplex penthouse de 240 m², que resultou da união estratégica de duas unidades habitacionais, foi concebido pelo investidor Gilles Mattelin para proporcionar uma autêntica experiência de casa unifamiliar num contexto urbano. O projeto destaca-se pela forma como gere a transição entre o antigo e o novo, com a sala de estar instalada numa rotunda histórica da estrutura classificada, enquanto a ala da cozinha surge como uma nova construção. Esta dualidade define a alma da residência, onde a fluidez espacial é garantida por uma escadaria central em estuque branco que rompe com a tipologia convencional de um apartamento.

A jornada sensorial começa logo na entrada, onde as paredes em estuque suave e a presença monumental de uma escadaria revestida a carpete beringela estabelecem um ambiente de acolhimento e calor. O design de interiores é uma ode à sofisticação tátil, marcada por uma curadoria que inclui um candeeiro Bocci em cascata e um banco Baxter Dharma, peças que convidam à pausa logo nos primeiros passos pela casa. Na zona de estar, a atmosfera torna-se ainda mais rica através da sobreposição de texturas: um tapete Jov extremamente macio, o conforto escultural de um sofá Edra e estantes personalizadas em folheado de nogueira que evocam a estética refinada da década de 1970. A arte é o fio condutor deste espaço, com obras de Willem Boel e Stefaan De Croock a guiarem o olhar através dos volumes arquitetónicos.

No piso superior, a casa revela o seu lado mais privado e suave, mantendo a coerência cromática de tons terrosos e materiais nobres. Uma parede contínua de portas de armário estofadas não só organiza a zona de vestir, como também amacia as linhas da arquitetura, ocultando habilmente a entrada para o quarto principal. No santuário do repouso, o veludo e a nogueira voltam a ser protagonistas, complementados por uma obra de Anastasia Bay. A experiência culmina num banho de cariz escultural onde o travertino assume formas fluidas, desde o lavatório monumental até à banheira que segue a curvatura da parede, integrando detalhes pensados para o bem-estar, como um banco de descanso que serve de apoio após as sessões no hammam privado.

A Maison Mattelin não é apenas uma renovação; é um processo exploratório que resultou num lar rico em camadas, onde cada detalhe foi pensado para oferecer uma experiência de habitar profundamente pessoal e intemporal. 
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Para mais informações, visite o website Merijn Degraeve
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