journal
Fotografia: German Saiz
23 / 06 / 2026
A casa como uma janela aberta ao Mediterrâneo; e a sensação de que o tempo abranda ao ritmo de uma arquitetura que conecta o lugar à vastidão do horizonte.
Entre o azul intenso do Mediterrâneo e as colinas de Cala Vadella, a Can Chachacha, em Ibiza, afirma-se como o retiro pessoal de Oscar Lucien Ono, fundador da Maison Numéro 20. Desenvolvido como um projecto íntimo a quatro mãos com o seu companheiro, este lugar traduz-se numa ideia essencial: a de abrigo.
Voltada para o horizonte onde Es Vedrà se afirma de forma imponente, esta intervenção nasce a partir de uma estrutura existente dos anos 70. Ao preservar a sua essência e a icónica fachada branca caiada, profundamente ligada ao contexto vernáculo da ilha, o projecto não procura ruptura, mas antes continuidade: uma interpretação contemporânea que respeita a memória construída, transformando-a numa nova linguagem.
Organizada em dois níveis conectados por uma escadaria escultural branca, a casa desenvolve-se com fluidez. A luz natural invade os espaços, dissolvendo os limites entre arquitectura e paisagem. Dois quartos com casa de banho privativa e pátios independentes oferecem recolhimento, enquanto o piso principal integra cozinha, sala de jantar e sala de estar num único espaço aberto, pensado para a partilha.
É precisamente nesta transição entre dentro e fora que reside uma das maiores forças do projeto. No exterior, amplos terraços funcionam como extensão natural da casa, prontos a acolher zonas de refeição, áreas de descanso e um duche ao ar livre. O interior revela uma narrativa mais íntima, construída através de objetos, arte e mobiliário que transportam histórias, viagens e memórias. Um biombo de inspiração japonesa, proveniente da residência parisiense do casal, introduz uma nota de deslocação cultural. Peças desenhadas pela Maison Numéro 20 reforçam a identidade autoral do espaço, enquanto obras de Christophe Gaignon, Daniel Nuñez e François Mascarello acrescentam camadas de sensibilidade e expressão artística.
A paleta cromática, composta por tons terrosos como mostarda, laranja e neutros quentes, evocam o dourado intenso da ilha. Toques de verde e azul dialogam com a vegetação e o mar, equilibrando calor e frescura. O resultado é um ambiente eclético e sofisticado, com uma alma boémia que reinterpreta o espírito livre da Ibiza de1970.
Can Chachacha é, acima de tudo, um lugar de permanência. Uma casa desenhada para conversas demoradas, memórias que se eternizam e momentos de contemplação. Entre a simplicidade dos materiais, a intimidade dos objetos e a presença marcante do cenário envolvente, constrói-se aqui uma forma de habitar mais consciente.
Voltada para o horizonte onde Es Vedrà se afirma de forma imponente, esta intervenção nasce a partir de uma estrutura existente dos anos 70. Ao preservar a sua essência e a icónica fachada branca caiada, profundamente ligada ao contexto vernáculo da ilha, o projecto não procura ruptura, mas antes continuidade: uma interpretação contemporânea que respeita a memória construída, transformando-a numa nova linguagem.
Organizada em dois níveis conectados por uma escadaria escultural branca, a casa desenvolve-se com fluidez. A luz natural invade os espaços, dissolvendo os limites entre arquitectura e paisagem. Dois quartos com casa de banho privativa e pátios independentes oferecem recolhimento, enquanto o piso principal integra cozinha, sala de jantar e sala de estar num único espaço aberto, pensado para a partilha.
É precisamente nesta transição entre dentro e fora que reside uma das maiores forças do projeto. No exterior, amplos terraços funcionam como extensão natural da casa, prontos a acolher zonas de refeição, áreas de descanso e um duche ao ar livre. O interior revela uma narrativa mais íntima, construída através de objetos, arte e mobiliário que transportam histórias, viagens e memórias. Um biombo de inspiração japonesa, proveniente da residência parisiense do casal, introduz uma nota de deslocação cultural. Peças desenhadas pela Maison Numéro 20 reforçam a identidade autoral do espaço, enquanto obras de Christophe Gaignon, Daniel Nuñez e François Mascarello acrescentam camadas de sensibilidade e expressão artística.
A paleta cromática, composta por tons terrosos como mostarda, laranja e neutros quentes, evocam o dourado intenso da ilha. Toques de verde e azul dialogam com a vegetação e o mar, equilibrando calor e frescura. O resultado é um ambiente eclético e sofisticado, com uma alma boémia que reinterpreta o espírito livre da Ibiza de1970.
Can Chachacha é, acima de tudo, um lugar de permanência. Uma casa desenhada para conversas demoradas, memórias que se eternizam e momentos de contemplação. Entre a simplicidade dos materiais, a intimidade dos objetos e a presença marcante do cenário envolvente, constrói-se aqui uma forma de habitar mais consciente.
Para mais informações, visite o website Maison Numero 20.


