journal
Fotografia: Joe Fletcher
12 / 02 / 2026
No limite sul do Lago Tahoe, onde a cidade de South Lake Tahoe encontra a Sierra Nevada, a Mork-Ulnes Architects concebeu uma casa que reinterpreta a cabana alpina a partir de uma lógica contemporânea, funcional e profundamente enraizada na paisagem.
Com cerca de 130 m², a Staggered Cabin nasceu como refúgio de fim de semana para um casal australiano radicado na Califórnia, mas acabou por se transformar na residência permanente da família, um detalhe que ajudou a afinar o projecto para uma vida real, quotidiana e em crescimento.
Implantada a mais de 1.800 metros de altitude, a casa organiza-se em quatro volumes revestidos a cedro, dispostos de forma desencontrada ao longo da inclinação natural do terreno. As coberturas de uma água acompanham o declive e criam pequenos pátios resguardados que integram rochedos existentes, pinheiros Jeffrey e uma clareira soalheira. Esta estratégia reduz a intervenção no solo e permite que a construção toque a paisagem com leveza, prolongando os espaços interiores para o exterior.
O revestimento em western red cedar escurecido funde-se com os tons da floresta, enquanto as coberturas metálicas incorporam sistemas de retenção de neve, transformando-a em isolamento térmico sazonal. A resposta formal é simples, mas rigorosa: uma leitura contemporânea das cabanas escandinavas e do imaginário alpino da Califórnia.
No interior, a organização é compacta e eficiente: três quartos, duas casas de banho, uma área social central, mudroom, escritório em mezzanine e garagem com arrumação superior. A sala e a zona de jantar funcionam como núcleo da casa, articulando os diferentes volumes e eliminando corredores. Portas de correr em vidro abrem o espaço em dois sentidos, criando vistas cruzadas e uma relação constante com a envolvente natural.
A linguagem interior, desenvolvida por Casper e Lexie Mork-Ulnes, aposta num minimalismo quente e funcional. Armários e estantes em Douglas fir, iluminação integrada e mobiliário desenhado à medida garantem continuidade visual e ausência de ruído. Nos quartos das crianças, uma mezzanine com parede de escalada e um pequeno “esconderijo” elevado introduzem dimensão lúdica, sem comprometer a coerência do conjunto. Aqui, reduzir mobiliário não é apenas uma escolha estética, mas também uma forma de libertar espaço para viver.
A sustentabilidade é parte estrutural do projecto: ventilação cruzada, janelas altas que distribuem luz natural em profundidade, arrefecimento passivo no verão e optimização solar no inverno. A gestão das águas pluviais foi integrada no desenho do terreno e a intervenção paisagística manteve-se mínima, respeitando os exigentes critérios ambientais da região de Tahoe.
Mais do que uma casa na montanha, a Staggered Cabin é um exercício de equilíbrio entre tradição e inovação, entre abrigo e abertura. Um projecto que demonstra como a arquitectura pode ser simultaneamente contida e generosa, discreta na forma, mas expansiva na experiência de habitar.
Implantada a mais de 1.800 metros de altitude, a casa organiza-se em quatro volumes revestidos a cedro, dispostos de forma desencontrada ao longo da inclinação natural do terreno. As coberturas de uma água acompanham o declive e criam pequenos pátios resguardados que integram rochedos existentes, pinheiros Jeffrey e uma clareira soalheira. Esta estratégia reduz a intervenção no solo e permite que a construção toque a paisagem com leveza, prolongando os espaços interiores para o exterior.
O revestimento em western red cedar escurecido funde-se com os tons da floresta, enquanto as coberturas metálicas incorporam sistemas de retenção de neve, transformando-a em isolamento térmico sazonal. A resposta formal é simples, mas rigorosa: uma leitura contemporânea das cabanas escandinavas e do imaginário alpino da Califórnia.
No interior, a organização é compacta e eficiente: três quartos, duas casas de banho, uma área social central, mudroom, escritório em mezzanine e garagem com arrumação superior. A sala e a zona de jantar funcionam como núcleo da casa, articulando os diferentes volumes e eliminando corredores. Portas de correr em vidro abrem o espaço em dois sentidos, criando vistas cruzadas e uma relação constante com a envolvente natural.
A linguagem interior, desenvolvida por Casper e Lexie Mork-Ulnes, aposta num minimalismo quente e funcional. Armários e estantes em Douglas fir, iluminação integrada e mobiliário desenhado à medida garantem continuidade visual e ausência de ruído. Nos quartos das crianças, uma mezzanine com parede de escalada e um pequeno “esconderijo” elevado introduzem dimensão lúdica, sem comprometer a coerência do conjunto. Aqui, reduzir mobiliário não é apenas uma escolha estética, mas também uma forma de libertar espaço para viver.
A sustentabilidade é parte estrutural do projecto: ventilação cruzada, janelas altas que distribuem luz natural em profundidade, arrefecimento passivo no verão e optimização solar no inverno. A gestão das águas pluviais foi integrada no desenho do terreno e a intervenção paisagística manteve-se mínima, respeitando os exigentes critérios ambientais da região de Tahoe.
Mais do que uma casa na montanha, a Staggered Cabin é um exercício de equilíbrio entre tradição e inovação, entre abrigo e abertura. Um projecto que demonstra como a arquitectura pode ser simultaneamente contida e generosa, discreta na forma, mas expansiva na experiência de habitar.


