journal
Fotografia: Pernille Sandberg
27 / 10 / 2026
E se um simples café se transformasse numa experiência para todos os sentidos? Em Oslo, a Snøhetta dá vida ao élan, um espaço onde a matéria, a arquitetura e o som se entrelaçam numa composição equilibrada, elevando os gestos mais quotidianos a uma experiência sensorial única.
No interior do histórico edifício Sjøfartsbygningen, a Snøhetta dá forma ao élan, um espaço onde a materialidade, a geometria e o som constroem uma atmosfera tão singular quanto envolvente. A cortiça esculpida, a madeira escura e os apontamentos a verde definem uma linguagem contemporânea, inspirada na própria natureza do café.
No centro do projeto, um balcão circular em carvalho tingido estabelece um novo ponto de encontro entre clientes e baristas. Acompanhado por um volume escultórico em cortiça maciça, trabalhada tridimensionalmente e tratada termicamente, torna-se o protagonista de um interior concebido à medida, onde a arquitetura e o mobiliário se fundem numa composição quase monolítica.
No centro do projeto, um balcão circular em carvalho tingido estabelece um novo ponto de encontro entre clientes e baristas. Acompanhado por um volume escultórico em cortiça maciça, trabalhada tridimensionalmente e tratada termicamente, torna-se o protagonista de um interior concebido à medida, onde a arquitetura e o mobiliário se fundem numa composição quase monolítica.
"Há algo de mágico em despertar a curiosidade em torno das rotinas quotidianas. Uma forma de o conseguir é reorganizar ligeiramente os elementos", explica Peter Girgis, arquitecto de interiores da Snøhetta. Esta ideia está na origem de um espaço que desafia a configuração convencional de uma cafetaria, promovendo novas formas de interação e uma relação mais próxima entre o visitante e a arte de preparar café.
A experiência prolonga-se através de uma instalação suspensa no tecto, que integra uma paisagem sonora original de Jonas von der Fehr. Inspirada nos diferentes ritmos do espaço, a composição acompanha subtilmente a transição entre a energia do balcão e a tranquilidade das zonas de estar. A paleta cromática evoca as tonalidades do café e estabelece uma ligação delicada com os detalhes em cobre oxidado do edifício.
Pensado como espaço de referência da Magnat Kaffehus, o élan vai além do conceito tradicional de cafetaria. É um exercício de design sensorial, onde materiais naturais, identidade visual e acústica se articulam para transformar um gesto quotidiano numa experiência cuidadosamente coreografada.
Pensado como espaço de referência da Magnat Kaffehus, o élan vai além do conceito tradicional de cafetaria. É um exercício de design sensorial, onde materiais naturais, identidade visual e acústica se articulam para transformar um gesto quotidiano numa experiência cuidadosamente coreografada.


