Fotografia: Nacho Alegre & Jarvier Marquez
14 / 09 / 2026
Texto: Maria Machado
Entrar no universo privado de um criativo pode ser revelador. Existem lugares que funcionam como extensão do ser, por constituirem a materialização de encontros tidos ao longo da vida.
Localizada na vila medieval de Cruïlles, em Baix Empordà, Girona, uma antiga masia catalã do século XII tornou-se o refúgio que Cristina Carulla escolheu para chamar de seu e o lugar onde a sua visão encontrou a forma de expressão mais autêntica. Integrada nas antigas muralhas de uma pequena vila, a propriedade, com cerca de 500 m², um jardim romântico de 300 m² e uma casa independente para hóspedes, estabelece um diálogo subtil entre herança arquitectónica e um modo de habitar contemporâneo.
A intervenção assentou num princípio de continuidade. Em vez de impor uma nova linguagem, procurou dialogar com a estrutura existente, preservando o seu carácter e a autenticidade dos seus materiais. O resultado é uma composição elegante, onde a simplicidade se afirma como linguagem primordial e a atenção ao detalhe revela, de forma discreta, a personalidade da designer.
A luz natural desempenha um papel determinante em toda a experiência. Ao percorrer os espaços, acompanha o ritmo das horas, demonstrando, sob diferentes intensidades, a textura da pedra, da madeira e das superfícies recuperadas. Paralelamente, a privacidade foi entendida como um elemento estrutural. Apesar da sua localização central, a casa foi concebida como um retiro, um lugar suspenso numa realidade que se quer pautada pelo silêncio e pela tranquilidade.
A intervenção assentou num princípio de continuidade. Em vez de impor uma nova linguagem, procurou dialogar com a estrutura existente, preservando o seu carácter e a autenticidade dos seus materiais. O resultado é uma composição elegante, onde a simplicidade se afirma como linguagem primordial e a atenção ao detalhe revela, de forma discreta, a personalidade da designer.
A luz natural desempenha um papel determinante em toda a experiência. Ao percorrer os espaços, acompanha o ritmo das horas, demonstrando, sob diferentes intensidades, a textura da pedra, da madeira e das superfícies recuperadas. Paralelamente, a privacidade foi entendida como um elemento estrutural. Apesar da sua localização central, a casa foi concebida como um retiro, um lugar suspenso numa realidade que se quer pautada pelo silêncio e pela tranquilidade.
É, contudo, nos interiores que a dimensão mais pessoal deste projecto se torna evidente. As obras de arte, as tapeçarias artesanais, os objectos reunidos ao longo dos anos e todas as peças foram escolhidas pela sua carga afectiva, compondo uma narrativa que ultrapassa a mera decoração.
Para mais informações, visite o website Cristina Carulla.


