journal
Fotografia: Omar Tajmouati / Retrato: Mehdi Triqui
23 / 04 / 2026
Produção: Karine Monié
Há casas que não se limitam a organizar o espaço; propõem, antes, uma experiência sensorial. No prestigiado bairro de Anfa Supérieur, em Casablanca, uma residência de 1976 renasceu pelas mãos de Ali Lahlou, fundador do atelier homónimo, para se tornar o manifesto visual de um jovem casal.
O desafio era audacioso: transformar uma estrutura de linhas minimalistas e arquitetura depurada num refúgio que evocasse o charme clássico dos apartamentos haussmannianos de Paris, sem abdicar de uma frescura contemporânea e vibrante.
O fio condutor desta metamorfose é a luz. Mais especificamente, o momento em que o dia se despede. Ali Lahlou concebeu os interiores como uma jornada cromática inspirada no pôr-do-sol, onde gradientes suaves de laranjas quentes se fundem com azuis enevoados. Esta paleta não surge em contrastes abruptos, mas em transições silenciosas que conferem ritmo e profundidade aos espaços, garantindo que a serenidade e o caráter coexistam em cada divisão.
Ao atravessar a entrada, somos recebidos por uma imponente mesa central em mármore Calacatta, que ancora a circulação e evoca a sofisticação de um hotel boutique. Daqui, o olhar perde-se na elegância do pavimento em madeira de nogueira, disposto em herringbone, um elemento fundamental para estabelecer o diálogo entre a tradição europeia e a audácia moderna do projeto. É sobre este palco de tons neutros que o mobiliário, quase todo desenhado à medida pelo estúdio, ganha voz própria. Veludos macios repousam junto a mesas de vidro esmaltado, enquanto um bar de ónix arco-íris se destaca como uma peça de joalharia arquitetónica.
A casa desdobra-se em ambientes de um conforto tátil: desde a sala de estar em estilo biblioteca até ao jardim de inverno sob uma pérgula banhada por luz natural. Sendo os proprietários ávidos colecionadores de arte, as paredes mantiveram-se discretas, permitindo que as obras de arte e as peças de design arrojado pontuem o espaço com confiança. O resultado é um equilíbrio magistral entre o antigo e o novo, onde as lareiras convidativas e os materiais nobres, como o mármore e o latão, convivem com uma sensibilidade decorativa sublime.
Concluída num prazo recorde de seis meses para coincidir com o casamento dos proprietários, esta renovação integral não foi apenas uma obra de engenharia e estética, mas um exercício de intimidade. Ali Lahlou conseguiu criar um cenário que é, simultaneamente, um palco para a expressão criativa e um santuário de calma. Em Casablanca, entre o sussurro das árvores e o brilho do pôr-do-sol refletido no vidro, habita agora uma casa com alma de Paris e o coração no horizonte.
O fio condutor desta metamorfose é a luz. Mais especificamente, o momento em que o dia se despede. Ali Lahlou concebeu os interiores como uma jornada cromática inspirada no pôr-do-sol, onde gradientes suaves de laranjas quentes se fundem com azuis enevoados. Esta paleta não surge em contrastes abruptos, mas em transições silenciosas que conferem ritmo e profundidade aos espaços, garantindo que a serenidade e o caráter coexistam em cada divisão.
Ao atravessar a entrada, somos recebidos por uma imponente mesa central em mármore Calacatta, que ancora a circulação e evoca a sofisticação de um hotel boutique. Daqui, o olhar perde-se na elegância do pavimento em madeira de nogueira, disposto em herringbone, um elemento fundamental para estabelecer o diálogo entre a tradição europeia e a audácia moderna do projeto. É sobre este palco de tons neutros que o mobiliário, quase todo desenhado à medida pelo estúdio, ganha voz própria. Veludos macios repousam junto a mesas de vidro esmaltado, enquanto um bar de ónix arco-íris se destaca como uma peça de joalharia arquitetónica.
A casa desdobra-se em ambientes de um conforto tátil: desde a sala de estar em estilo biblioteca até ao jardim de inverno sob uma pérgula banhada por luz natural. Sendo os proprietários ávidos colecionadores de arte, as paredes mantiveram-se discretas, permitindo que as obras de arte e as peças de design arrojado pontuem o espaço com confiança. O resultado é um equilíbrio magistral entre o antigo e o novo, onde as lareiras convidativas e os materiais nobres, como o mármore e o latão, convivem com uma sensibilidade decorativa sublime.
Concluída num prazo recorde de seis meses para coincidir com o casamento dos proprietários, esta renovação integral não foi apenas uma obra de engenharia e estética, mas um exercício de intimidade. Ali Lahlou conseguiu criar um cenário que é, simultaneamente, um palco para a expressão criativa e um santuário de calma. Em Casablanca, entre o sussurro das árvores e o brilho do pôr-do-sol refletido no vidro, habita agora uma casa com alma de Paris e o coração no horizonte.

