journal
Fotografia: Damien De Medeiros
07 / 04 / 2026
No 16º arrondissement de Paris, renasce um refúgio acolhedor, banhado por luz natural e imerso na natureza. O projeto de Emmanuelle Simon assume-se como um diálogo subtil entre património e modernidade.
Situado no coração de um hôtel particulier, este espaço que, no passado, albergou as cavalariças da propriedade, foi totalmente redesenhado em colaboração com o proprietário — um jovem colecionador — tendo como inspiração o seu estilo de vida simples, mas sofisticado.
Na entrada, uma escadaria monumental revela-se como a coluna vertebral da casa. Esta peça escultural, executada inteiramente à mão, desenrola-se em curvas largas, como uma fita branca e delicada, que serpenteia ao longo de quatro níveis, canalizando a luz num movimento fluido.
No piso térreo, a entrada principal dá acesso a uma sala ampla e acolhedora, decorada com peças minimalistas, mas imponentes — entre elas dois sofás desenhados por Emmanuelle. De forma a manter os ambientes abertos e arejados, os espaços estão separados por uma sucessão de arcos retangulares em pedra. Estes enquadramentos arquitetónicos conferem ritmo e prolongam a perspetiva espacial.
Acima, está a suíte principal, concebida como um “ninho suspenso”. Esta eleva-se num pé-direito duplo sob a estrutura de madeira original. Um arco envidraçado abre-se para um terraço isolado, criando uma sensação de flutuar sobre a copa das árvores. Na parede, uma tapeçaria de Thomas Gleb realça a tranquilidade deste espaço, desenhado para repouso.
No piso inferior, a escadaria conduz a uma sala de cinema, envolta em tecidos que lhe conferem, em simultâneo, um dramatismo teatral e conforto. O espaço integra um mini-bar, um sofá desenhado à medida e uma mesa em cerâmica de Roger Capron.
Para a designer, o maior desafio foi criar oportunidades para que a luz natural se fizesse sentir em toda a casa. Para ultrapassar esta dificuldade, Emmanuelle Simon variou a altura dos tetos de cada divisão, transmitindo a sensação de um espaço maior.
Este projeto é a expressão perfeita do estilo de Simon. As peças desenhadas pela artista são fabricadas em França e realçam o seu conhecimento do savoir-faire e do artesanato. Um dos seus materiais de eleição é o raku, uma técnica cerâmica japonesa que é normalmente utilizada em pequenos objetos. No entanto, a designer tem por hábito incorporar o raku em escalas maiores — nesta casa, utilizou apliques de raku para formar um revestimento de parede na cozinha, como se fossem teclas de piano partidas que se complementam na perfeição.
Emmanuelle Simon trabalhou em colaboração com o cliente na seleção de obras de arte. Por toda a casa, esculturas, jarras e outros objetos de arte pontuam os interiores, infundindo o espírito vibrante de uma “casa de colecionador”. O projeto, no seu conjunto, ilustra o seu apreço pelos materiais, a suavidade das texturas escolhidas e uma paleta de cores suaves.
Na entrada, uma escadaria monumental revela-se como a coluna vertebral da casa. Esta peça escultural, executada inteiramente à mão, desenrola-se em curvas largas, como uma fita branca e delicada, que serpenteia ao longo de quatro níveis, canalizando a luz num movimento fluido.
No piso térreo, a entrada principal dá acesso a uma sala ampla e acolhedora, decorada com peças minimalistas, mas imponentes — entre elas dois sofás desenhados por Emmanuelle. De forma a manter os ambientes abertos e arejados, os espaços estão separados por uma sucessão de arcos retangulares em pedra. Estes enquadramentos arquitetónicos conferem ritmo e prolongam a perspetiva espacial.
Acima, está a suíte principal, concebida como um “ninho suspenso”. Esta eleva-se num pé-direito duplo sob a estrutura de madeira original. Um arco envidraçado abre-se para um terraço isolado, criando uma sensação de flutuar sobre a copa das árvores. Na parede, uma tapeçaria de Thomas Gleb realça a tranquilidade deste espaço, desenhado para repouso.
No piso inferior, a escadaria conduz a uma sala de cinema, envolta em tecidos que lhe conferem, em simultâneo, um dramatismo teatral e conforto. O espaço integra um mini-bar, um sofá desenhado à medida e uma mesa em cerâmica de Roger Capron.
Para a designer, o maior desafio foi criar oportunidades para que a luz natural se fizesse sentir em toda a casa. Para ultrapassar esta dificuldade, Emmanuelle Simon variou a altura dos tetos de cada divisão, transmitindo a sensação de um espaço maior.
Este projeto é a expressão perfeita do estilo de Simon. As peças desenhadas pela artista são fabricadas em França e realçam o seu conhecimento do savoir-faire e do artesanato. Um dos seus materiais de eleição é o raku, uma técnica cerâmica japonesa que é normalmente utilizada em pequenos objetos. No entanto, a designer tem por hábito incorporar o raku em escalas maiores — nesta casa, utilizou apliques de raku para formar um revestimento de parede na cozinha, como se fossem teclas de piano partidas que se complementam na perfeição.
Emmanuelle Simon trabalhou em colaboração com o cliente na seleção de obras de arte. Por toda a casa, esculturas, jarras e outros objetos de arte pontuam os interiores, infundindo o espírito vibrante de uma “casa de colecionador”. O projeto, no seu conjunto, ilustra o seu apreço pelos materiais, a suavidade das texturas escolhidas e uma paleta de cores suaves.
Para mais informações, visite o website Emmanuelle Simon.


