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Fotografia: Luis Garvan
12 / 08 / 2026
Na Cidade do México, a PPAA concebe a Casa Plan de Barrancas a partir de uma operação elementar, mas decisiva: abrir a base ao exterior e concentrar a intimidade num volume suspenso. Entre ambos estabelece-se um vazio que não é residual, mas o verdadeiro princípio orientador da habitação.
O projecto nasce da leitura atenta do lugar. A vegetação, a relação com a rua e, sobretudo, a presença de uma grande jacarandá tornam-se agentes activos na definição da arquitectura. O piso térreo, destinado à vida social, assume-se como um plano aberto e permeável, prolongando-se até ao jardim. Um grande canteiro integrado no volume permite que a vegetação atravesse a casa e se estenda visualmente até à rua.
Esta relação é reforçada pelo revestimento reflector da base, que devolve a imagem da envolvente e reduz a sua presença enquanto objecto construído. A entrada e a garagem perdem protagonismo, enquanto o volume superior parece pousar sobre uma superfície vegetal contínua. A casa deixa, assim, de se afirmar como objecto para se tornar uma condição espacial.
Em contraste, os dois pisos superiores concentram os espaços privados num corpo sólido, opaco e contido. As aberturas são reduzidas e criteriosamente posicionadas, estabelecendo uma clara distinção entre a dimensão colectiva, aberta à paisagem, e a esfera íntima, protegida.
A presença da jacarandá determina ainda o deslocamento do volume superior, originando um terraço. Deste gesto resulta uma ideia central do projecto: o vazio pode ser tão arquitectonicamente significativo quanto a matéria construída. A árvore provoca o deslocamento, o deslocamento produz o vazio e o vazio transforma-se em espaço habitável.
No interior, materiais distintos reforçam esta dualidade. O reboco natural e o mármore prolongam a continuidade entre interior e exterior, enquanto a madeira introduz uma atmosfera mais quente nos espaços privados. Paralelamente, soluções como os painéis solares e a selecção de materiais de menor pegada carbónica integram a sustentabilidade na própria lógica construtiva.
A casa pode, por isso, ser entendida como uma composição de forças: uma base que procura dissolver-se, um volume que se afirma de forma notória, uma árvore que reconfigura a geometria e um vazio que, entre todos, adquire espessura e significado na relação entre os restantes elementos.
Esta relação é reforçada pelo revestimento reflector da base, que devolve a imagem da envolvente e reduz a sua presença enquanto objecto construído. A entrada e a garagem perdem protagonismo, enquanto o volume superior parece pousar sobre uma superfície vegetal contínua. A casa deixa, assim, de se afirmar como objecto para se tornar uma condição espacial.
Em contraste, os dois pisos superiores concentram os espaços privados num corpo sólido, opaco e contido. As aberturas são reduzidas e criteriosamente posicionadas, estabelecendo uma clara distinção entre a dimensão colectiva, aberta à paisagem, e a esfera íntima, protegida.
A presença da jacarandá determina ainda o deslocamento do volume superior, originando um terraço. Deste gesto resulta uma ideia central do projecto: o vazio pode ser tão arquitectonicamente significativo quanto a matéria construída. A árvore provoca o deslocamento, o deslocamento produz o vazio e o vazio transforma-se em espaço habitável.
No interior, materiais distintos reforçam esta dualidade. O reboco natural e o mármore prolongam a continuidade entre interior e exterior, enquanto a madeira introduz uma atmosfera mais quente nos espaços privados. Paralelamente, soluções como os painéis solares e a selecção de materiais de menor pegada carbónica integram a sustentabilidade na própria lógica construtiva.
A casa pode, por isso, ser entendida como uma composição de forças: uma base que procura dissolver-se, um volume que se afirma de forma notória, uma árvore que reconfigura a geometria e um vazio que, entre todos, adquire espessura e significado na relação entre os restantes elementos.
Para mais informações, visite o website PPAA.


