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Fotografia: ©Inês Silva Sá
09 / 02 / 2026
Em Plaka, o bairro histórico de Atenas conhecido como o “bairro dos deuses”, há um apartamento que parece existir entre camadas de tempo.
Assinado pelo gabinete de arquitetura e design de interiores Stene Alexopoulos, este apartamento ocupa o último piso de um edifício dos anos 50 e abre-se para uma varanda panorâmica com vista directa para a Acrópole - um cenário que dispensa enquadramento.
Localizado sobre a praça da Igreja Bizantina de Santa Catarina, a poucos metros da Rua Tripodon, considerada a mais antiga da Europa ainda em uso, o projecto nasce num território onde a história não é pano de fundo, mas presença constante. É nesse contexto que a arquitectura moderna mediterrânica do pós-guerra encontra uma nova leitura, discreta e profundamente respeitosa.
Com 75 m², o apartamento pertenceu à avó de Elena Alexopoulos e, por isso, mais do que uma reabilitação, este projecto é um exercício de continuidade. A planta original foi mantida, permitindo que a lógica espacial dos anos 50 permanecesse intacta. Elementos arquitectónicos da época foram preservados, não como nostalgia, mas como matéria viva sobre a qual se constrói o presente.
O espaço foi redesenhado para funcionar simultaneamente como habitação e estúdio criativo, sem nunca trair a sua identidade original. O resultado é um interior sereno, onde cada decisão parece ter sido tomada com tempo e com memória.
Em coerência com o ano de construção do edifício, o projecto recorre a materiais emblemáticos da Grécia de meados do século XX: mármore, aço inoxidável e madeira maciça. A maioria do mobiliário foi desenhada pelo próprio atelier e produzida por artesãos locais, num processo que valoriza o saber-fazer e a autenticidade dos materiais.
A paleta cromática nasce desses mesmos elementos, dispensando cores artificiais ou contrastes excessivos. Cada peça foi concebida como um protótipo específico para o apartamento, desde o lavatório da casa de banho até aos elementos estruturais em mármore e inox, reforçando a ideia de um interior pensado como um todo coeso.
Um interior como arquivo cultural
O projecto constrói-se a partir de uma sobreposição subtil de referências. A Antiguidade surge na escolha dos mármores locais e nas proporções clássicas; o artesanato popular grego do século XIX revela-se na atenção ao detalhe e à manualidade; e o modernismo dos anos 50 define a estrutura, a contenção formal e a clareza espacial.
Este diálogo materializa-se numa composição equilibrada de mobiliário feito à medida, peças vintage e uma selecção curada de obras de escultores gregos e franceses. O edifício transforma-se assim num palco silencioso, onde passado e presente coexistem sem hierarquias.
Mais do que um exercício de design, este apartamento é uma declaração de respeito pelo lugar. Um espaço que não tenta competir com a cidade que o envolve, mas antes prolongá-la para o interior, com elegância, precisão e tempo.
Localizado sobre a praça da Igreja Bizantina de Santa Catarina, a poucos metros da Rua Tripodon, considerada a mais antiga da Europa ainda em uso, o projecto nasce num território onde a história não é pano de fundo, mas presença constante. É nesse contexto que a arquitectura moderna mediterrânica do pós-guerra encontra uma nova leitura, discreta e profundamente respeitosa.
Com 75 m², o apartamento pertenceu à avó de Elena Alexopoulos e, por isso, mais do que uma reabilitação, este projecto é um exercício de continuidade. A planta original foi mantida, permitindo que a lógica espacial dos anos 50 permanecesse intacta. Elementos arquitectónicos da época foram preservados, não como nostalgia, mas como matéria viva sobre a qual se constrói o presente.
O espaço foi redesenhado para funcionar simultaneamente como habitação e estúdio criativo, sem nunca trair a sua identidade original. O resultado é um interior sereno, onde cada decisão parece ter sido tomada com tempo e com memória.
Em coerência com o ano de construção do edifício, o projecto recorre a materiais emblemáticos da Grécia de meados do século XX: mármore, aço inoxidável e madeira maciça. A maioria do mobiliário foi desenhada pelo próprio atelier e produzida por artesãos locais, num processo que valoriza o saber-fazer e a autenticidade dos materiais.
A paleta cromática nasce desses mesmos elementos, dispensando cores artificiais ou contrastes excessivos. Cada peça foi concebida como um protótipo específico para o apartamento, desde o lavatório da casa de banho até aos elementos estruturais em mármore e inox, reforçando a ideia de um interior pensado como um todo coeso.
Um interior como arquivo cultural
O projecto constrói-se a partir de uma sobreposição subtil de referências. A Antiguidade surge na escolha dos mármores locais e nas proporções clássicas; o artesanato popular grego do século XIX revela-se na atenção ao detalhe e à manualidade; e o modernismo dos anos 50 define a estrutura, a contenção formal e a clareza espacial.
Este diálogo materializa-se numa composição equilibrada de mobiliário feito à medida, peças vintage e uma selecção curada de obras de escultores gregos e franceses. O edifício transforma-se assim num palco silencioso, onde passado e presente coexistem sem hierarquias.
Mais do que um exercício de design, este apartamento é uma declaração de respeito pelo lugar. Um espaço que não tenta competir com a cidade que o envolve, mas antes prolongá-la para o interior, com elegância, precisão e tempo.
Para mais informações visite o website Stene Alexopoulos.


