Fotografia: Liang Jiajian Space
04 / 03 / 2026
Entre as encostas silenciosas do Lago Lugu, em Yunnan, o Songmoon revela-se como um refúgio onde arquitectura, natureza e memória coexistem em equilíbrio – um lugar que não se impõe à paisagem, mas cresce a partir dela.
Assinado por Yi Ping, fundador do estúdio YID, o projecto nasce de uma relação íntima com o território e de uma história pessoal: a da proprietária, Qi Qi, e do seu pai, cuja ligação à terra foi determinante para tornar este retiro possível. Aqui, arquitectura, interiores e paisagem são pensados como um único organismo – vivo e mutável – que convida à desaceleração e à contemplação.
Desenvolve-se em dois núcleos complementares: a Bookhouse, que emerge no topo da colina como um espaço de leitura e silêncio absoluto, e a Homestay, integrada na base da montanha, onde os hóspedes encontram abrigo e continuidade com a paisagem. Ambos os volumes foram pensados para diluir os limites entre interior e exterior, permitindo que a luz, o lago e a vegetação façam parte da experiência. Os quartos abrem-se para a montanha, as varandas acolhem pequenos rituais diários – um chá quente, uma conversa silenciosa, o simples acto de observar.
A materialidade do projecto reforça esta ligação ao lugar. A pedra retirada da própria montanha, a madeira reaproveitada e materiais aplicados manualmente conferem aos espaços uma autenticidade marcada pelo tempo e pela imperfeição, onde cada elemento carrega uma história.
Desenvolve-se em dois núcleos complementares: a Bookhouse, que emerge no topo da colina como um espaço de leitura e silêncio absoluto, e a Homestay, integrada na base da montanha, onde os hóspedes encontram abrigo e continuidade com a paisagem. Ambos os volumes foram pensados para diluir os limites entre interior e exterior, permitindo que a luz, o lago e a vegetação façam parte da experiência. Os quartos abrem-se para a montanha, as varandas acolhem pequenos rituais diários – um chá quente, uma conversa silenciosa, o simples acto de observar.
A materialidade do projecto reforça esta ligação ao lugar. A pedra retirada da própria montanha, a madeira reaproveitada e materiais aplicados manualmente conferem aos espaços uma autenticidade marcada pelo tempo e pela imperfeição, onde cada elemento carrega uma história.
Nada é excessivo, nada é ornamental. Os interiores conduzem-nos por uma paleta contida, de texturas naturais e uma luz cuidadosamente filtrada que cria ambientes serenos e acolhedores.


