Foi precisamente tudo isso que nos fez ir à descoberta dos universos que estão por detrás de quem se dedica a dar forma a outras realidades. No Ato Criativo, Rick Rubin sugere a criação como um processo de escuta interior, do qual emerge a ideia de que o artista não cria algo inteiramente novo, apenas revela aquilo que já lá existia. Será que o nosso refúgio mais íntimo nasce dessa memória invisível, capaz de atravessar os sentidos até encontrar onde, finalmente, repousar?
Ao longo destas páginas são variadas as respostas. No México, deparamo-nos com uma Casa que dissolve barreiras entre arquitectura e paisagem. Na China, um abrigo que cresce ao sabor da vida. Em Antuérpia, objectos que ultrapassam a mera decoração para se tornarem parte da essência. E, por fim, a certeza de que até os espaços de trabalho podem ser profundamente pessoais.