journal
Fotografia: Jack Johns
01 / 09 / 2026
Envolvido por árvores centenárias e uma vegetação luxuriante, Rumah Rubah revela-se como um refúgio de rara tranquilidade. Concebida por Maximilian Jencquel, a casa estabelece um diálogo subtil entre a alma balinesa e a sensibilidade japonesa, criando uma atmosfera de recolhimento e leveza.
Escondido entre o exuberante manto tropical de Bali, em Tumbak Bayuh, Rumah Rubah permanece quase imperceptível no seio de quatro mil metros quadrados de jardim. Centenas de espécies botânicas, árvores centenárias e subtis vestígios da tradição balinesa envolvem a arquitectura, tornando difícil perceber onde termina a natureza e começa a casa. Concebido pelo arquitecto Maximilian Jencquel, o projecto nasce da intenção simples: observar e respeitar o lugar até ao ponto em que a própria peça construída se dissolva na paisagem e lhe pertença.
Toda em madeira de teca, a casa revela-se lentamente, numa sucessão de enquadramentos, sombras e texturas, onde cada recanto se oferece como uma descoberta.
No centro de tudo está um pátio interior, em torno do qual se organizam os quartos, as áreas sociais, a cozinha e os espaços exteriores. A planta estabelece assim uma relação fluida entre dentro e fora, reforçada por grandes grandes painéis deslizantes que permitem que o jardim invada o espaço e que o ar circule livremente.
É nesta relação com a natureza que o projecto encontra um dos seus princípios fundamentais. O desenho privilegia a ventilação cruzada, a sombra e o arrefecimento natural proporcionado pelo pátio e pelo espelho de água central.
Toda em madeira de teca, a casa revela-se lentamente, numa sucessão de enquadramentos, sombras e texturas, onde cada recanto se oferece como uma descoberta.
No centro de tudo está um pátio interior, em torno do qual se organizam os quartos, as áreas sociais, a cozinha e os espaços exteriores. A planta estabelece assim uma relação fluida entre dentro e fora, reforçada por grandes grandes painéis deslizantes que permitem que o jardim invada o espaço e que o ar circule livremente.
É nesta relação com a natureza que o projecto encontra um dos seus princípios fundamentais. O desenho privilegia a ventilação cruzada, a sombra e o arrefecimento natural proporcionado pelo pátio e pelo espelho de água central.
Os materiais seguem uma linguagem de contenção. A teca recuperada, a pedra envelhecida, os tecidos fluidos e os elementos de artesanato balinês constroem um abrigo sereno, onde a riqueza está nos pormenores. Tudo foi escolhido para envelhecer com dignidade. O mobiliário, desenhado à medida pelo Studio Jencquel, acompanha a delicadeza da arquitectura, enquanto os detalhes esculpidos à mão e as superfícies tácteis acrescentam profundidade à simplicidade dos ambientes.
Existe ainda uma curiosa história por detrás do nome. Rumah Rubah significa “casa da raposa” em indonésio, numa referência directa à Maison Kitsuné, marca co-fundada pelo proprietário da casa, Gildas Loaëc. À entrada, duas raposas em barro permanecem ali com a função de guardarem a propriedade, introduzindo uma camada japonesa num edifício profundamente enraizado em Bali.
É precisamente nessa confluência entre culturas que esta vila descobre a sua identidade. A simplicidade japonesa, a espiritualidade balinesa e a exigência contemporânea comunicam entre si. Há rigor, mas não há frieza. Há excelência, mas não há ostentação. Há tradição, mas não existe falsa nostalgia.
É precisamente nessa confluência entre culturas que esta vila descobre a sua identidade. A simplicidade japonesa, a espiritualidade balinesa e a exigência contemporânea comunicam entre si. Há rigor, mas não há frieza. Há excelência, mas não há ostentação. Há tradição, mas não existe falsa nostalgia.
De manhã, a luz regressa e atravessa a madeira. O vento percorre os espaços, fazendo-se sentir com suavidade. No pátio, a água permanece imóvel. No jardim, as árvores continuam a crescer ao seu próprio ritmo, indiferentes à passagem das horas.
Talvez seja essa a verdadeira sofisticação deste lugar: não acrescentar mais ao mundo, mas aprender com ele a reconhecer o que é essencial.
Talvez seja essa a verdadeira sofisticação deste lugar: não acrescentar mais ao mundo, mas aprender com ele a reconhecer o que é essencial.
Para mais informações, visite o website Ruma Rubah.


