Objectos com alma: Uma Conversa com Nacho Carbonell

“Procuro o estado simbiótico entre os humanos e o objecto; uma relação intrínseca emocional ou física entre ambos.”
07 / 11 / 2016
Texto: Bárbara Osório
Fotografias: Cortesia de Nacho Carbonell
 
Nacho Carbonell formou-se em 2003 na Universidade CEU Cardenal Herrera e, em 2007, na Academia de Design de Eindhoven com os projectos “Dream of Sand” e “Pump it up”. A sua identidade actual, definida por formas orgânicas, texturas irregulares ou em estado bruto, e acabamentos coloridos, posiciona-o num contexto internacional de colecções privadas e museus.

São disso exemplo o ‘Groningen Museum’, na Holanda, ou o ‘Museu 2121’, no Japão, inevitavelmente atraídos pela singularidade dos seus materiais e as técnicas utilizadas. A trabalhar actualmente em Eindhoven, nos Países Baixos, Nacho e a sua equipa dedicam-se ao desenvolvimento de objectos que o designer espanhol gosta de ver como organismos vivos comunicadores. Com efeito, as suas peças denotam vida, simbiose, natureza, renovação.
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O seu trabalho é único, forte e vivo. A criação destes objectos é uma necessidade ou uma forma de expressar os teus pensamentos sobre a vida e as mudanças que gostaria de ver no Mundo?
É uma mistura das duas. Criar é, para mim, uma forma de me expressar e os meus trabalhos são reflexões sobre a sociedade e o momento em que vivemos actualmente. Também reflectem as memórias das minhas experiências pessoais, aliadas a uma imensa vontade de concretizar alguma coisa efémera que ainda não consegui perceber o que é. Esta atitude mantém-me num estado de constante procura.

Leia o artigo completo na versão impressa da edição nº72 da Attitude.