'Resiliente' de António Sérgio Strecht

07 / 08 / 2018
Um projecto de António Sérgio Strecht.
Local: Clube de Bragança
Duração: de 11 a 25 de Agosto  
“Resiliente” é o nome da mais recente exposição de António Sérgio Strecht, natural de Bragança, que encontra em Trás-os-Montes e no quotidiano das pessoas que lá habitam a sua principal fonte de inspiração. De 11 a 25 de Agosto, o Clube de Bragança acolhe o último projecto fotográfico do fotógrafo brigantino, cuja principal ambição é fazer desta uma verdadeira exposição itinerante.

O que podemos esperar deste projeto fotográfico?
Esta exposição chama-se Resiliente, que é a base do meu trabalho fotográfico durante um ano, onde quero mostrar a resiliência do ser humano. Tanto a exposição Intrépido como a Resiliente passaram pela adaptação do espaço para receber as exposições.

Quais são as suas principais fontes de inspiração para a criação do seu trabalho?
Começaram por ser os grandes mestres de fotografia como Heni Cartier-Bresson, Robert Doisneau, explorando também o surrealismo de Man Ray mas depois chegou uma altura que comecei a definir o meu próprio estilo, retratando assim cotidianos e vidas. Grande parte das minhas fotografias são de pessoas pois prefiro optar por um registo de fotografia de rua.

Porquê a escolha deste local?
O “Clube de Bragança” é um edifício emblemático que sempre acolheu diferentes manifestações artísticas e que de momento se encontra fechado e devoluto. O edifício localiza-se no centro de Bragança, e quis desta forma proporcionar um maior dinamismo no centro histórico da cidade.

 
 
Quando é que a fotografia deixou de ser apenas um hobby na sua vida?
Sempre tive uma grande paixão pela fotografia, em criança os meus pais estavam constantemente a retratar-me em diversos momentos. Tinha uma câmara fotográfica por perto mas não percebia nada do processo até que aos 29 anos, em 2011, decidi voltar a estudar e ingressei no curso de Arte e Design onde aprofundei esse conhecimento. Sempre fui muito curioso e isso levou-me a explorar todo o mundo da fotografia através de serigrafia, cianotipia, laboratório e várias outras técnicas de reprodução e impressão, algumas delas inovadoras. Em 2016, comecei um projeto de reabilitação de um edifício que pertencia ao Abade de Baçal numa vertente de turismo cultural em Bragança do qual espero muito em breve realizar e então como tinha alguma liberdade em termos de tempo decidi dedicar-me mais a fotografia. Realizei algumas exposições de fotografia em espaços pouco prováveis para tal mas sinto que foi quando quando realizei a exposição Intrépido, o ano passado, que me comecei a sentir mais à vontade com a fotografia.

Projecto futuros que nos possa relevar?
Tenho como objetivo futuro pegar na exposição Resiliente e tornar numa exposição itinerante e exibir em cidades nacionais e também internacionais.