Gris, vide, cris: Descobrir o Invisível

03 / 10 / 2018
Para mais informações, visite o site da Fundação Calouste Gulbenkian - Délégation en France
Gris, vide, cris. Três palavras retiradas de um verso de Alberto Giacometti, que dão hoje mote à mais recente exibição que se instala na Fundação Calouste Gulbenkian em Paris, de 3 de Outubro a 16 de Dezembro. Apesar de não terem partilhado a temporalidade, neste encontro artístico entre Giacometti e o escultor contemporâneo Rui Chafes convergem a desmaterialização e o vazio.

“Como atingir a partir da matéria, o ponto de imaterialidade e de transcendência? Como representar o invisível?” foi o desafio lançado por Helena Cunha, curadora na Fundação Calouste Gulbenkian, que nos convida a mergulhar numa experiência sensível profunda, onde o silêncio e a solidão tornam-se necessários à sua compreensão. Se por um lado Giacometti procura uma exasperada desmaterialização, por outro lado Rui Chafes desafia o ferro até aos limites da imponderabilidade.

Através de quinze obras de Alberto Giacometti - onze esculturas e quatro desenhos - e sete esculturas de Rui Chafes, impõe-se um momento de desaceleração e de verdadeira introspecção.  
 
Alberto Giacometti, Toute petite figurine, 1937-1939, gesso, 4,50 x 3,80 cm, coll. Fondation Giacometti, Paris,© Succession Alberto Giacometti (Fondation Giacometti, Paris + ADAGP) [2018] 
 
À esquerda: Rui Chafes, Avec rien, 2018, ferro, 130 x 25 x 23 cm. Cortesia do artista. Fotografia: Alcino Gonçalves;
À direita: Larme V, 2015 Aço 87,5 x 10 x 10 cm. Cortesia do artista.
Fotografia: Alcino Gonçalves
 
 
À esquerda: Le Nez, vers 1947-50, Gesso, 43 x 9,7 x 23 cm Coll. Fondation Giacometti, Paris © Succession Alberto Giacometti (Fondation Giacometti, Paris + ADAGP, Paris) 2018
À direita: Femme debout, vers 1961-62, Bronze 80,3 x 13,4 x 20,9 cm Coll. Fondation Giacometti, Paris © Succession Alberto Giacometti (Fondation Giacometti, Paris + ADAGP, Paris) 2018